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Archive for setembro \25\UTC 2011

Escala: 1/72

Fabricante: Strelets

Hoje dividi as informações em dois tópicos: um, de cunho histórico,  sobre o uso do gás como arma na Primeira Guerra Mundial, e outro sobre as figuras da Strelets, que são um pouco problemáticas…

1. O gás como arma

O uso de gás na Primeira Guerra começou em 22/4/1915, quando os alemães usaram cloro num ataque em Ypres.  O cloro deixava os pulmões das vítimas tão irritados que se enchiam de fluido, causando uma morte similar ao afogamento. No dia seguinte (23) os franceses começaram a pesquisar formas de proteção, mas só tiveram sucesso a partir do dia 25, quando identificaram o gás. Os soldados receberam garrafas com uma mistura de hipossulfito de sódio e hidrato alcalino numa solução de glicerina para umedecerem as máscaras, ainda bem precárias.  Além disso, respiradores do tipo utilizado em minas foram fornecidos para uso de oficiais e de pessoas em posições consideradas especialmente relevantes.

Os ingleses já suspeitavam que se tratasse de cloro desde 23 de abril, e usavam panos embebidos em solução de bicarbonato de sódio amarrados em volta da cabeça. A versão manufaturada era  conhecida como “véu negro” (feita com o tecido usado pelas viúvas em seus véus, bastante disponível na época). Depois foi desenvolvido o “hypo helmet”, que cobria a cabeça toda, dando melhor proteção. Os franceses usavam uma adaptação deste último chamada Compresse.

Ainda em 1915, os ingleses desenvolveram o Capacete P, que oferecia proteção contra um número maior de gases, e em 25 de setembro daquele ano o exército britânico lançou seu primeiro ataque do gênero, na Batalha de Loos.

Também em setembro, os alemães começaram a usar a Linienmask, com filtro substituível – bem prática e versátil, embora tivesse a desvantagem de acumular o dióxido de carbono expirado pelo usuário.

Tanto as armas químicas como a proteção contra elas não pararam de se desenvolver.  Os alemães começaram a atacar com fosgênio, os ingleses criaram o capacete PH, e assim sucessivamente.

Estima-se que o número de mortos ou feridos por agentes químicos tenha chegado a um milhão.  De fato, o gás era uma arma bem adequada à guerra de trincheiras, devido à baixa mobilidade das tropas.  Com o Tratado de Versalhes, os alemães foram proibidos de usar gases tóxicos, e o Protocolo de Genebra, em 1925, vedou totalmente o uso de armas químicas e bacteriológicas.  Embora não tenha havido ataques de gás na Segunda Guerra, a possibilidade não era descartada. Os soldados alemães, por exemplo, levavam máscaras numa lata cilíndrica presa ao uniforme.

Um efeito secundário da pesquisa de gases tóxicos foi o desenvolvimento do Zyklon B, usado nas câmaras de gás nos campos de concentração.  Ironicamente, o cientista responsável por essa invenção terrível, Fritz Haber, ganhou o Prêmio Nobel de Química em 1918.

JONES, Simon et al. World War I Gas Warfare. Westminster, USA: Osprey, 2007

2. Sobre as miniaturas

Não sou muito fã da marca Strelets. As figuras são toscas e há detalhes desproporcionais, como algumas das armas e os estojos para máscaras. Não dá pra comparar com verdadeiras obras de arte como as figuras da Caesar, ou mesmo com algumas de nível intermediário, como da Hät.

De qualquer forma, é o único fabricante que tem figuras usando máscaras de gás, e são razoavelmente corretas em termos de autenticidade histórica.  Assim, achei interessante incluir esses soldados.

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Dois soldados russos com um fuzil antitanque semiautomático
Simonov PTRS-41.  Essa arma utiliza projéteis de 14,5 mm capazes de perfurar
uma blindagem de 40 mm a 100 metros de distância, e é efetiva até 800 metros.

O tanque é um Panzer III Ausf. G, alemão.

Escala: 1/72

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